"A impunidade é a maior causadora de crimes, não a violência ou a miséria. Os ferrenhos defensores dos "direitos humanos, os adeptos de tudo que é politicamente correto", precisam compreender isso. Esses são os primeiros a lutarem em defesa dos bandidos, condenando somente os abusos de polícia, e usando argumentos como "são apenas crianças" ou a culpa é da miséria". Não sabem o desserviço que prestam à nação". Rodrigo Constantino.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

CONDENADO A 15 ANOS EM 2006, SÓ AGORA É PRESO. E AINDA TEM RECURSOS


 

Preso psicólogo envolvido na morte de estudante ocorrida há mais de dez anos no Litoral gaúcho

CASO DE POLÍCIA - CID MARTINS, 08 de junho de 2012
 
A Polícia de Santo Antônio da Patrulha prendeu o psicólogo aposentado Rogério Ivo Stoffel após ele se apresentar nesta semana na Delegacia local. Ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado de uma estudante, filha de uma paciente dele, ocorrido no ano 2000 no município do Litoral Norte. O caso teve grande repercussão na época e chocou a comunidade da região.

A estudante Carine Belletine de Souza, 18 anos, foi encontrada morta na cama, dentro da casa que morava com a família. A mãe dela, Maria Goretti Belletine de Souza, 41 anos, disse que a residência havia sido invadida. Outro filho dela, de 8 anos, dormia em quarto ao lado e o marido estava viajando.
Dias depois, a comunidade da região ficou surpresa ao saber que Maria Goretti confessou ter assassinado a própria filha. Após ser presa, ela foi encontrada morta, enforcada na cela. No entanto, um bilhete deixado por Maria Goretti e o depoimento do irmão de Carine causaram uma reviravolta no caso ao incriminar Rogério Ivo Stoffel. O menino disse que o psicólogo esteve na residência da família e que ele discutiu com sua mãe. Já o bilhete dizia que Stoffel participou do assassinato.

Antes de morrer, Maria Goretti confessou que havia se apaixonado pelo seu terapeuta, mas que este havia se interessado pela sua filha. Na época, ele negou que esteve no local do homicídio, mas confessou o interesse pela estudante. Na verdade, a mãe se passava pela filha para tentar seduzir o psicólogo através de cartas e telefonemas. O relatório policial aponta que Maria Goretti chegou a marcar um encontro com ele na véspera do crime. Segundo a acusação, o terapeuta se irritou com a situação e usou uma barra de metal para bater na cabeça da vítima, além de uma faca para atingir o rosto dela. Ele foi ajudado pela mãe de Carine.

Prisão

Segundo o delegado Peterson Benites, foi assinado e expedido no dia 28 de maio deste ano, pela comarca de Santo Antônio da Patrulha, um mandado de prisão para Rogério Ivo Stoffel. Os agentes da delegacia do município tentaram localizar o psicólogo em três endereços na Capital e em outro no Litoral Norte. Até no aeroporto Salgado Filho os policiais fizeram buscas. Mas após contato com advogados e familiares, Stoffel se apresentou  junto com o pai na Delegacia de Santo Antônio da Patrulha e foi encaminhado para a Penitenciária de Osório. A prisão foi na quarta-feira, mas a Polícia divulgou somente hoje.

Defesa

O advogado Edson Brozoza destaca que após a prisão de Stoffel, em 2000, ingressou com um habeas corpus e seu cliente, sem antecedentes criminais, respondeu ao processo em liberdade. Em 2005, o júri foi cancelado e a defesa sustentou a nulidade do processo devido a uma série de irregularidades. Em 2006, o psicólogo foi condenado por homicídio triplamente qualificado, com uma pena de 15 anos de prisão.

No entanto, após a condenação, Brozoza seguia sustentando a nulidade do processo. Em 2007, foi mantida a condenação do réu e a pena foi diminuída em um ano. Ele ainda tinha o direito de apelar em liberdade, uma garantia constitucional, enquanto ainda havia recurso a ser julgado. Neste mesmo ano, a defesa ingressou com habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça e até hoje, cinco anos depois, aguarda pela decisão. Na próxima semana Brozoza vai solicitar urgência e preferência no julgamento do recurso, principalmente devido ao fato do seu cliente agora estar preso. Caso contrário, vai ingressar com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal. A decisão pelo mandado de prisão no final de maio deste ano, pela comarca de Santo Antônio da Patrulha, se deu pelo fato de terem sido esgotados todos os recursos na Justiça no Rio Grande do Sul.

FONTE:  http://wp.clicrbs.com.br/casodepolicia/?topo=52,1,1,,171,e171

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